10/03/05

O cantinho da clistóris

Depilação à brasileira, mito ou realidade.

Mais uma vez, boas noites, incautos leitores. Hoje venho desmistificar esta prática muito em voga nos dias que correm.
O que é a depilação à brasileira? Tirando o caso dalguns senhores, cuja canalização precisa de desentopimentos frequentes, ou porque acham que as namoradas vão achar graça (deixaram de achar, no fim deste post, garanto), a depilação à brasileira é exclusiva das mulheres. Destina-se a remover toda e qualquer pilosidade na zona púbica e "where the sun never shines", vulgarmente conhecida como a zona do anús. Bom, é permitido algum devaneio artístico na zona púbica, como já devem ter reparado nas revistas do Hefner e programas onde entra a Linda Reis.
Surgiu no Brasil, na zona de Mato Grosso. Além de uma prática masoquista, é também uma prática potencialmente castradora. E pergunta o imberbe leitor, "como assim"?

Esta explicação requer experimentação, por isso, convido o amigo leitor (principalmente se for Homem) a seguir estes pequenos passos:

1) Adquira um boião de cera de açucar e aqueça, seguindo as instruções. Convide um amigo com câmera/máquina fotográfica.
2) Monte um complicado sistema de espelhos no seu quarto de banho e certifique-se que consegue ver a zona a depilar.
3) Dispa-se, e com a espátula, aplique a cera na referida zona (de uma só vez, não seja maricas e cubra tudo).
4) Não use as bandas que vêm no boião. Use antes um lençol velho, pois vai tirar tudo de uma só vez.
5) Sente-se em cima do lençol, de maneira a ficar em contacto com a cera.
6) Deite-se de barriga para cima, com as pernas abertas e eleve o coccix (e as pernas). Peça ao seu amigo que puxe o lençol no sentido do crescimento dos pêlos.
7) Registe o que ficou no lençol.

Agora que já fez a sua depilação, pode adquirir as cuequinhas "T", que se passam a usar depois de se recorrer a esta prática extrema. Obviamente, este tipo de cuecas, por terem pouco pano, não tapam, são mais baratas e cómodas, pois nesta fase, não há mesmo mais nada para tapar (ver ponto 7).

Resumindo, a depilação à brasileira só existe nos clubes selectos de sado-masoquismo levado ao extremo, nas grandes capitais. não deve ser feita por amadores, nem para os homens a sério, pois as consequencias são bastante danosas para este grupo, podendo ficar permanentemente depilado.

Encerro por hoje a minha rubrica, na esperança de receber fotos, videos ou outro tipo de suporte (como o próprio lençol) desta prática.

Saudações clistorianas.

06/03/05

requiem p'lo peido - tomo 2: para uma teoria sobre a tipologia do peido

Os recentes avanços da ciência peidológica têm permitido aos estudiosos do mui nobre fenómeno criar e desnvolver uma teoria tipológia dos peidos. para os leigos, um peido será apenas isso - um peido, um gás... para nós, os cultores e mentores, e porque não dizê-lo, divulgadores da ciência peidológica, é muito mais do que isso. por detrás de cada peido, há um mundo a desenvolver, a descobrir, a divulgar... atrevo-me mesmo a dizer que atrás do peido, avança o futuro. e a nós, peidologistas, cabe-nos fazer eco das mais recentes descobertas, não nos fechando ao mundo, mas ao invés divulgá-lo, quais Carl Sagans do flato, quais National Geographic da aerofagia. e hoje atrevo-me, com esta obra de pendor marcadamente "divulgacionista", contribuir como posso, humilde mas honestamente, para a difusão por esse mundo fora, do saber peidológico.
a doutrina peidológia tem unanimemente distinguido alguns tipos de peidos.
numa 1ª categoria, distinguem-se os peidos "strictu sensu", das bufas e dos traques. a distinção entre eles ser por exclusão de partes. o que não é traque nem bufa será peido.
o traque é aquele tipo de gas que soa a uma bolha a rebentar, num "ploc" seco caracteristico. a bufa por seu turno, é apenas uma saída de ar, sem decibeis dignos de registo. são geralmente os mais mortiferos, pelo cheiro putrefacto de que geralmente se fazem acompanhar. são de grande eficácia em metros em hora de ponta, ou em discotecas apinhadas, e têm a vantagem de permitir um descartanço quanto às culpas. caso o gas não obedeça a estes tipos, será com certeza peido. mas atenção, um peido para o ser, tem que ter minimos olimpicos ao nivel de som. senão será traque ou bufa. tem que durar p'lo menos 3 segundos, e com niveis decibélicos aceitaveis.
dentro da categoria peidos, há que distinguir diversos sub-tipos, a saber:
o rasgador: começo por este por ser o meu favorito. é um peido com grande franqueza sonora, com o som semelhante a um lençol de cama de casal a desintegrar-se, ouvindo-se um "raaaaaaaaaasssgggggggggggg........"caracteristico. para ser rasgador um peido tem que, além de fazer este som, manter-se em notas altas pelo menos 3 segundos consecutivos, sem oscilações nem hesitações. é um peido associavel a certos manjares, como feijão frade, e por vezes acompanhado de mau cheiro, embora tal não seja obrigatório, e completamente embaraçoso se expelido com o seu autor sentado numa cadeira de tampo rigido.
o peido voo de abelha: é um peido bastante hilariante, com um som semelhante ao silvo da saída de vapor do pipo duma panela de pressão. não há causa directamente associavel, mas pode-se obter um peido algo parecido se apertarmos as nadegas com força no momento da saída.
o peido detective: é um peido tremendamente chato, aquele em que um individuo depois de largar o dito, se desloca para outro sitio, e o peido insiste em nos seguir para onde quer que nos dirigimos, qual rafeiro sabujo a perseguir o dono, e deixando um rasto fétido durante o percurso. peido pouco recomendável e embaraçoso.
peido batedor: geralmente saiem em bolha, quase num traque, por vezes em voo de abelha, curtinho, de pétala para pétala... é um peido associavel a eminente cagada, daquelas cólicas em que um individuo sente o cagalhão cos bracinhos de fora. cheiram pessimamente, e é um jogo arriscado de trapezista sem rede, cuja consequencia pode ser uma bela cueca cheia de mousse...para experts somente. exige um auto-dominio absoluto sobre o esfincter.
de botas da tropa vs. de pantufas: uma distinção comum, entre leigos. os sonoros seria "com botas da tropa"por terem um som vagamente( muito vagamente...) parecido com o emanado pelas botas da tropa a marxar na gravilha, e contrapor-se-iam aos "de pantufas" ou silenciosos. enfim, é uma distinção...
peidos com molho: ora aí está algo que não se deseja, é o pior que pode acontecer ao peidorreiro, a causa da sua desgraça: um glorioso e altivo peido descambar numa humilhante cagada inesperada. é o arakiri do peidante, uma ferida aberta no seu amor-proprio, e motivo fundado de chacota dos seus companheiros d'armas.
eis alguns tipos de peidos que se vão conhecendo, e que a comunidade ciêntifica tem vindo a distinguir. certamente voltarei a este assunto, até porque a lista que publico está obvia e propositadamente incompleta. voltarei ao tema num futuro proximo.
até uma proxima visita